TURISMO

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sexta-feira, 15 de março de 2013

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VIAGEM POR UM MUNDO CHAMADO BAHIA
O MOSAICO DE ATRATIVOS TURÍSTICOS E A DIVERSIDADE DE ALTERNATIVAS CULTURAIS FAZEM DA BAHIA UM DESTINO TURÍSTICO, MÁGICO E SINGULAR.

     De igrejas seculares ao artesanato tipico das cidades do interior, da crença diversificada do seu Povo mestiço aos mitos e ritos do folclore local, a Bahia se abre num verdadeiro mosaico de atrativos para quem deseja desvendar toda a sua graça e poesia. Terra dos orixás patuás e babalorixás e também do culto de todos os santos, a Bahia reúne em si mesma todos os ritos e mitos.
     As diversas expressões folclóricas ostentam a riqueza do imaginário popular, rodas de samba, puxadas de mastro, capoeira, terno de reis, Bumba meu boi, afoxé e tantas outras colorem animam e exibem a fé inabalável do baiano por toda capital e interior. um mosaico de festejos e celebrações às crenças de origem africanas, indígenas e portuguesas, ao tempero singular da Baianidade.
       A Bahia e palco de senários de rara beleza, onde a natureza reina e agracia os visitantes com todo seu encanto.
        Um verdadeiro toque dos deuses no nordeste brasileiro.
        De norte a sul de leste a oeste, das belas praias do litoral as montanhas do cerrado ao sertão, a paisagem transforma a Bahia em um lugar especial e único no universo, onde natureza e cultura se fundem, proporcionando à nativos e visitantes experiencias únicas de viver e conviver.
     Fruto da miscigenação do índio nativo, do europeu e do africano, o Baiano é por natureza e excelência hospitaleiro acolhedor simpático e festeiro.
     Essas características singulares expressas na cultura e na religiosidade, acabam por se constituir em mais uma atividade turística da terra.

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CENTRO HISTÓRICO PELOURINHO


Centro Histórico de Salvador


Pix.gifCentro Histórico de Salvador *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Salvador-CCBY10.jpg
Ladeira do Centro Histórico.

País Brasil
TipoCultural
Critériosiv, vi
Referência309
Região**Brasil
Coordenadas12°58' S 38°30 W
Histórico de inscrição
Inscrição1985  (9ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
** Região, segundo a classificação pela UNESCO.
O Centro Histórico de Salvador que também é chamado de Pelourinho (embora não seja o bairro em si) compreende a área histórica da cidade de Salvador, capital do estado Brasileiro da Bahia, composto por ruas e monumentos arquitetônicos da época do Brasil Colônia.
O Centro Histórico de Salvador, é extremamente rica em monumentos históricos que datam do século XVII até o século XIX. Salvador foi a primeira capital colonial do Brasil e a cidade é uma das mais antigas do Novo Mundo (fundada em 1549 por colonizadores portugueses). Foi também o primeiro mercado de escravos do continente, com escravos que chegaram para trabalhar nas plantações de açúcar.
Esta área está na parte mais antiga da cidade, a Cidade Alta, de Salvador. Ele compreende à vários quarteirões em torno do Largo triangular e é o local para a música, restaurantes e vida noturna. Na década de 1990, um esforço se deu para uma restauração que resultou em fazer uma área de atração turística altamente desejável.
Em 1985 foi honrada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. O Centro Histórico é famoso por ter várias ruas, incluindo igrejas, cafés, restaurantes, lojas e os edifícios em tons pastel. Policiais patrulham a área para garantir a segurança.


Descrição

Fachada dos edifícios.


O Centro Histórico abrange áreas dos bairros do 

Pelourinho,

Nome

A palavra pelourinho se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, era, principalmente, usado para castigar escravos.

História

A história do bairro soteropolitano está, intimamente, ligada à história da própria cidade, fundada em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde se localiza o Pelourinho por sua localização estratégica - no alto, próximo ao porto e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até noventa metros de altura por quinze quilômetros de extensão, facilitando a defesa da cidade.
Era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias até o início do século XX.
A partir dos anos 1960, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, com a modernização da cidade e a transferência de atividades econômicas para outras regiões da capital baiana, o que transformou a região do Centro Histórico em um antro de prostituição e marginalidade.
Somente a partir dos anos 1980 (com o reconhecimento do casario como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e dos anos 1990 (com a revitalização da região) é que o Pelourinho transformou-se no que é hoje: um centro de efervescência cultural.
Nas últimas décadas, o Pelourinho passou a atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, tornando-o um importante centro cultural de Salvador.

Localização

Detalhe do mapa de Salvador, mostrando seu Centro Histórico e áreas adjacentes, onde está o Pelourinho
Limitando-se ao norte com Pilar, Santo Antônio e Barbalho, ao sul com a Sé e Saúde, a leste com o Comércio e a oeste com Sete Portas, o Pelourinho compõe-se de ruas estreitas, enladeiradas e com calçamento em paralelepípedos.

Reestruturação e revigoração

A partir do início dos anos 1990 a área foi o cerne do processo de revitalização do Centro Histórico, com a desapropriação dos moradores, recuperação de fachadas e prédios.
Atualmente, no Pelourinho, estão as sedes de várias organizações, tais como:
  • Casa de Jorge Amado;
  • Grupo Gay da Bahia;
  • Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

Pelourinho hoje

Hoje o Pelourinho, situado no coração do centro histórico da cidade, é um grande shopping ao ar livre pois oferece inúmeras atrações artísticas e musicais. Há uma concentração de bares, restaurantes, boutiques, museus, teatros, igrejas e outros monumentos de grande valor histórico, todos localizados na área do Pelourinho. Agora é um Pelourinho revivido e colorido, repleto de atividades culturais e eventos, especialmente o Pelourinho à noite e de dia há um projeto que é realizado em muitas praças e ruas do bairro.
O programa, que é gratuito, traz ao público eventos diários, como apresentações musicais, danças, e peças curtas que agradam todos os tipos de gostos. Há também as práticas do grupo Olodum, cada domingo e terça-feira. Os Filhos de Ghandi também têm práticas lá nos meses que antecedem o Carnaval.


 da Sé e do Pilar. A via principal de acesso é a tradicional Rua Chile, que inicia na Praça Castro Alves e termina na Praça da Sé.
Entre 1938 e 1945, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promoveu o tombamento de vários monumentos isolados, o que não foi suficiente para impedir a degradação do centro. Isso se acentuou principalmente depois de 1960. Somente em 1984 o IPHAN promoveu o tombamento de uma área extensa, de 80 hectares, necessária para que a UNESCO declarasse esse sítio Patrimônio Mundial, em 1985 Em 1991 começou um projeto de restauração do Centro Histórico, sobretudo do Pelourinho, visando a sua revitalização e reestruturação urbana, degradada pela modernização e pela transferência de atividades econômicas para outras áreas da cidade. Em 2012 o Centro recebeu US$ 1 milhão para manter sua preservação da American Express  Hoje, o Centro Histórico é um importante ponto turístico da cidade, tendo contribuído, e muito, para que Salvador fosse hoje uma das cidades que mais recebem turistas no mundo.

História

Localização do Centro Histórico no mapa de Salvador.
Detalhe do mapa de Salvador, mostrando seu Centro Histórico e áreas adjacentes.
A cidade foi fundada em 1549 por Tomé de Sousa para ser a sede do governo português no Brasil. Sua construção se deu inicialmente em cima de uma escarpa, de forma que ficasse protegida de ataques inimigos, e o primeiro traçado das ruas da cidade é creditado ao arquiteto português Luís Dias. Depois, a cidade se expandiu em direção ao mar, ocupando uma estreita faixa costeira. Nascia aí a divisão de Salvador em cidades Baixa e Alta. A ligação entre essas duas cidades sempre foi complicada. Com o tempo, foram abertas ladeiras e caminhos, construídos guindastes e, em 1872, construído um dos principais cartões-postais da cidade, o Elevador Lacerda, hoje totalmente integrado à paisagem e ao cotidiano do povo soteropolitano.
fase monumental de Salvador, nas palavras do historiador da Arte estadunidense Robert Chester Smith, se inicia em meados do século XVII, com a transição do estilo arquitetônico renascentista para o barroco. As principais igrejas, solares e monumentos são construídos nesse período, entre eles a a Igreja do Carmo, a Igreja e Convento de Santa Teresa, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, a Casa de Câmara e Cadeia, o Palácio do Governador, o Terreiro de Jesus e a série de sobrados e construções do Pelourinho, entre outros.

Monumentos e instalações

Edifício colonial do século XVII que abriga a Câmara Municipal de Salvador.Vista áerea sobre as casas históricas do Centro e ao fundo à esquerda, o Elevador Lacerda e a Baía de Todos-os-Santos.A Catedral de Salvador, um dos edifícios importantes do Centro Histórico.
Edifício colonial do século XVII que abriga aCâmara Municipal de Salvador.
Vista áerea sobre as casas históricas do Centro e ao fundo à esquerda, o Elevador Lacerda e a Baía de Todos-os-Santos.
A Catedral de Salvador, um dos edifícios importantes do Centro Histórico.
No Centro Histórico estão localizados, dentre outros:
  • Museu Afro-Brasileiro
  • Memorial da Medicina Brasileira
  • Catedral Basílica
  • Igreja e Convento de São Francisco
  • Casa Ruy Barbosa
  • Palácio Arquiepiscopal de Salvador
  • Palácio Rio Branco
  • Plano Inclinado Gonçalves
  • Elevador Lacerda
  • Casa da Câmara
  • Solar Ferrão

MORRO DE SÃO PAULO



Coordenadas: 13º22' S 38º54' W
Morro de São Paulo, Bahia
Morro de São Paulo
situa-se na Ilha de Tinharé, município de Cairu, estado da Bahia, região conhecida como Costa do Dendê, e possui suas raízes históricas no Brasil Colônia. Atualmente suas praias são frequentadas por turistas de todo o Brasil e de outros países.Martim Afonso de Sousa desembarca na ilha em 1531 e a batiza com o nome de Tynharéa. Devido à sua localização geográfica privilegiada, foi cenário de inúmeros ataques de esquadras francesas e holandesas, verdadeira zona franca de corsários e piratarias durante o período colonial.
História
Sob a jurisdição da capitania de São Jorge dos Ilhéus, Jorge de Figueiredo Correa recebeu a propriedade de D.João III, e designou Francisco Romero para a colonização das terras. Os constantes ataques dos índios aymorés e tupiniquins à população continental da região favoreceram a rápida povoação das ilhas, e em 1535 nascia no norte da ilha a vila Morro de São Paulo.
Morro de São Paulo protegia a chamada "barra falsa da Baía de Todos os Santos",entrada estratégica para o Canal de Itaparica até o Forte de Santo Antônio (atual Farol da Barra);e o canal de Tinharé era essencial no escoamento da produção dos principais centros para o abastecimento da capital, Salvador. A importância geográfica da ilha durante o período colonial justifica a riqueza de monumentos históricos, hoje protegidos pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Cronologia

Farol do Morro de São Paulo.
  • 1531 - Desembarque de Martim Afonso de Sousa e início da colonização.
  • 1535 - Fundação da Vila de Morro de São Paulo no extremo norte da ilha por Francisco Romero e a população local.
  • 1624 - Em sua rota para Salvador o comandante Johan Van Dortt e sua esquadra desembarcam na ilha.
  • 1628 - A ilha é atacada e saqueada pelo almirante holandês Pieter Pieterzoon Hiyn.
  • 1630 - Iniciada a construção da Fortaleza de Morro de São Paulo por ordem do Governador Geral Diogo Luiz de Oliveira.
  • 1728 - Terminada a construção do Forte da Ponta. Tropas lusitanas derrotam o almirante Francês Nicolas Durand de Villegagnon.
  • 1746 - Construção da Fonte Grande, o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial.
  • 1845 - Concluídas as obras da Igreja e Convento Santo Antônio.
  • 1855 - Construção do Farol.
  • 1859 - A ilha recebe a visita da Família Imperial Brasileira e D. Pedro II.
  • 1992 - Criada a APA (Área de Proteção Ambiental) Tinharé-Boipeba, que engloba as duas ilhas.
  • 2006 - O Projeto CAIRU 2030 é entregue pelo BID e UMA à Prefeitura de Cairu <http://www.cairu2030.com.br>
  • 2009 - Aprovada a recuperação da Forteleza de Morro de São Paulo com recursos do PAC.

ILHA DE ITAPARICA


Ilha de Itaparica


Ilha de Itaparica
Ile d Itaparica-pt.svg
Localização da ilha na Baía de Todos os Santos
12° 59′ S 38° 40′ W
Geografia física
País Brasil
 Bahia
LocalizaçãoBaía de Todos-os-Santos, Oceano Atlântico
Ponto culminante15 m
Área146  km²
Geografia humana
População55 000 (2010)
Itaparica, Brazil.jpg
Ilha de Itaparica
O escritor João Ubaldo Ribeiro, natural da ilha
A Ilha de Itaparica está localizada na Baía de Todos os Santos, no estado da Bahia, no Brasil. Abriga dois municípios: Itaparica e Vera Cruz. Tem mais de 36 quilômetros de comprimento, 146 quilômetros quadrados de superfície, sendo habitada por 55 000 pessoas, distribuídas em 35 localidades, constituindo dois Municípios. Em língua tupi, a expressão itaparica significa "cerca de pedra" ou "mata do canal de pedra", através da junção dos termos itá ("pedra"), pari ("canal para apanhar peixes") eka'a ("mata").Topônimo

História

A ilha foi descoberta pelos europeus em 1º de novembro de 1501 por Américo Vespúcio, juntamente com a Baía de Todos os Santos. Porém a ilha já era ocupada por índios tupinambás.
A ocupação europeia deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento fundado por jesuítas na contra-costa em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu – então denominada Vila do Senhor da Vera Cruz. Nesse período, foi nela iniciada a plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino da região. Foi ainda em Baiacu que aqueles religiosos fizeram erguer a primeira obra de engenharia hidráulica da colônia: uma barragem para o suprimento de água potável e para os serviços da povoação.
A riqueza gerada nesse curto espaço de tempo levou a que Corsários ingleses atacassem a ilha já em 1597. Entre os anos de 1600 e 1647, foi invadida pelos holandeses. Durante a última destas invasões, os holandeses chegaram a construir um forte na cidade de Itaparica denominado Forte de São Lourenço.
Itaparica foi palco de importante batalha durante as lutas de Independência da Bahia, entre 1821 e 1823.
Foi em Itaparica que se assentou a primeira máquina a vapor em terras brasileiras, no engenho de Ingá-Açu.
A ilha foi emancipada de Salvador em 8 de Agosto de 1833 e elevada a cidade em 30 de julho de 1962. Posteriormente, o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica e o de Vera Cruz.

Literatura

A ilha ganhou soneto do poeta Gregório de Mattos em uma reverência a suas belezas naturais.
No século XVIII, o poeta Manuel de Santa Maria Itaparica descreveu a paisagem da ilha.
Na "ilha" - como é simplesmente chamada pelos moradores de Salvador - nasceu e morou, durante muitos anos, o escritor João Ubaldo Ribeiro. Sua principal obra, Viva o Povo Brasileiro, é ambientada em Itaparica, desde os tempos em que era habitada pelos indígenas, passando por sucessivas gerações.

Atrações

Itaparica é uma das mais belas ilhas do litoral brasileiro. Sua costa, em grande extensão, é cercada por recifes de corais, denominados "Recifes das Pinaúnas", que se prolonga de Bom Despacho até a Ponta de Aratuba. Foi constituída, através do Decreto-lei 467, de 20 de outubro de 1997, a Área de Preservação Ambiental Pinaúnas. A Ilha de Itaparica fica a 45 minutos de Salvador por balsa ou pelo sistema de transporte marítimo de Mar Grande; e está ligada ao continente, no extremo sudeste (Estreito do Funil), pela ponte João das Botas via BA-001.
A cidade de Itaparica é a única estância hidromineral à beira-mar das Américas. Sua água é carbonatada e sulfatada com boa dose de ácido carbônico, teor de radiatividade na fonte a vinte graus centígrados de 0,82 maches. Tem poder digestivo e diurético, sendo recomendada especialmente para pacientes com problemas no fígado e no baço.
Outra atração da cidade é o vendedor de picolés Picoleixon, uma folclórica figura local. Ele criou nomes que terminam com "eixom" para os sabores dos picolés que vende. Esse natural da cidade já participou de várias reportagens na televisão, inclusive do famoso Programa do Jô.

Preservação

Além da importância histórica e singularidade geográfica, a Ilha de Itaparica possui um conjunto histórico e arquitetônico dos mais aprazíveis, praias de águas mornas, folclore diversificado, artesanato próprio e culinária das mais apreciadas em todo o Brasil.
Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o Caramuru.
Os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica eram também empório de construções navais da colônia: ali se armou a primeira quilha da Marinha de Guerra do Brasil. Nesta época, também existiam cinco destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da ilha foi a pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII. Por este fato, antes de chamar-se Itaparica, era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias.
A ilha de Itaparica está localizada a treze quilômetros, via balsa, de Salvador e é a maior das 56 ilhas da Baía de Todos os Santos.
Possui mais de quarenta quilômetros de praias (temperatura média de 24,5 graus centígrados), com abundante vegetação tropical, onde predominam exuberantes coqueirais, tendo defronte, a cidade de Salvador, separada pela Baía de Todos os Santos. "A ilha", como é carinhosamente chamada pelos seus moradores, veranistas e turistas, tem 146 quilômetros quadrados e 55 000 habitantes distribuídos em dois municípios: Itaparica, onde se localiza a única fonte de água hidromineral a beira mar das Américas. Já o município de Vera Cruz se dá o luxo de ter a sede com o nome de Mar Grande. Portanto, o município de Vera Cruz tem, como zona urbana, a localidade de Mar Grande.
Entre Itaparica, sede do município e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança. Uma linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.
A ilha dispõe e oferecem serviços de qualidade em todos os níveis – restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, pára-quedismo e uma infinidade de opções de entretenimentos.

ILHA DOS FRADES


Ilha dos Frades
Ilha dos Frades na Baía de Todos os Santos.png
Mapa de localização da Ilha (em verde) na Baía de Todos-os-Santos.
Geografia física
País Brasil
Salvador,
  Bahia
LocalizaçãoBaía de Todos-os-Santos,Oceano Atlântico
Ilha dos Frades.JPG
Vista da Ilha dos Frades.
A ilha dos Frades localiza-se praticamente no centro da baía de Todos os Santos, pertencendo ao município de Salvador.
Com apenas seis quilômetros de comprimento, possui a forma de uma estrela de quinze pontas e apresenta belas paisagens, com praias, lagos, cachoeiras, montanhas, coqueirais e uma vegetação típica da Mata Atlântica, com árvores nativas, inclusive o pau-brasil.

De acordo com uma lenda local, a ilha é assim denominada uma vez que, à época do início da colonização, nela foram assassinados dois frades pelos Tupinambás, os quais pretendiam catequizar.História

Foi, também, um importante entreposto de escravos para o Recôncavo Baiano.
Um dos filhos ilustres da ilha dos Frades, foi o Barão de Loreto (1836-1906), personagem política da época do Império.
A tradição oral nativa conta que, durante décadas, a ilha dos Frades foi dominada por um fazendeiro denominado Gabriel Viana, que no estilo dos "coronéis" dos tempos da República Velha, agia como um verdadeiro senhor feudal, decidindo sobre a vida e a morte dos moradores, ora sendo um benfeitor da comunidade local, através de práticas assistencialistas, ora sendo um dominador autoritário.
A colonização formou três pequenas povoações que são:
  • "Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe", na qual moram atualmente cerca de quarenta e cinco pessoas. Possui diversas barracas de praia e de artesanato, além de contar com ruínas de um antigo casarão e de uma igreja que remonta ao século XVII que está completamente arruinada.
  • "Costa de Fora", onde moram cento e cinquenta habitantes. Conta com uma hospedaria (Hospedaria Barracuda) com dez leitos e um único bar. Possui uma igreja antiga escondida na vegetação, algumas quedas d'água escondidas na Mata Atlântica remanescente e o único cemitério da ilha.
  • "Paramana", a principal povoação de lá, conta com mais de novecentos habitantes. Conta com um posto policial, um posto de saúde que atende semanalmente, além de barracas de praia, alguns restaurantes, um pequeno comércio e uma pousada. Próximo desta povoação fica a mais que centenária "Igreja de Nossa Senhora do Loreto" e um casarão centenário, ambos reformados.
A ilha constitui-se em uma reserva ecológica municipal desde 1982 e integra a APA (Area de Preservação Ambiental) Estadual Baía de Todos os Santos.

Atrações turísticas      

Ruínas da igreja de N. S. de Guadalupe.
Entre os monumentos históricos, destacam-se as ruínas da Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, que remonta ao século XVII, a Igreja de Nossa Senhora do Loreto, erguida no século XVIII, a Igreja de Nossa Senhora do Bom Parto, o Farol da ilha dos Frades, no morro atrás da praia de Ponta de Nossa Senhora, as ruínas de um lazareto, as de um entreposto, onde os escravos eram colocados para engordar antes de serem vendidos, as de um armazém, onde os escravos ficavam de quarentena e as de uma casa-de-farinha.
As praias mais importantes são a Praia da Costa, a de Loreto, a de Paramana, a da Ponta de Nossa Senhora, a do Tobar e a da Viração.
Todas apresentam águas límpidas e cristalinas, excelentes para a prática do mergulho, com uma visibilidade de até quinze metros na horizontal e profundidade máxima de onze metros. Nelas podem ser observadas formações de corais e recifes.

Acesso

O acesso à ilha é feito a partir da ilha de Madre de Deus, onde se pode fazer a travessia marítima em barcos alugados até Paramana ou a Ponta de Nossa Senhora, ou, a partir de Salvador, em barcos de turismo.

FORTE DA SANTO ANTONIO DA BARRA


Forte de Santo Antônio da Barra
Farol da Barra-02.jpg
Forte e Farol da Barra, Salvador.
Brazilian States.PNG
Localização
ConstruçãoD. Filipe I (c. 1596)
EstiloAbaluartado
ConservaçãoBom
Aberto ao público (parcial)
Forte de Santo Antônio da Barra: mapa de localização.
Forte de Santo Antônio da Barra localiza-se na ponta do Padrão (atual Largo do Farol da Barra), em Salvador, estado da Bahia, no Brasil.
No local, que domina a entrada da barra de Salvador, diante do qual Gonçalo Coelho teria fundeado, aquele navegador fez erguer um padrão de posse para a Coroa Portuguesa, a 1 de novembro de 1501: conforme o calendário católico então adotado, era dia de (Dia de Todos-os-Santos).


História

A primeira estrutura no local, para defesa da barra do porto da então capital da Colônia, foi erguida durante o Governo Geral de Manuel Teles Barreto (1583-1587) (BARRETTO, 1958:170). Provavelmente de faxina e terra, foi reconstruída em alvenaria de pedra e cal, a partir de 1596 durante o Governo Geral de D. Francisco de Sousa (1591-1602), com planta atribuída ao Engenheiro-mor de Portugal, o cremonense Leonardo Torriani (1560-1628), no formato de um polígono octogonal regular.
Um manuscrito depositado no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (L. 67 Ms. 1236), anónimo e sem data, mas do início do século XVII, possívelmente anterior a1608, no capítulo dedicado à capitania da Bahia de Todos os Santos, sobre a cidade da Bahia (sic) informa a respeito deste forte:
"(...) e mais apartado da cidade, em uma ponta de terra, está o Forte de Santo Antônio o qual tem de presídio dez soldados, dos quais quatro são mosqueteiros e seis arcabuzeiros, um cabo, condestável que todos vencem soldo conforme o de S. Filipe. Tem o capitão com 40.000 [ réis ] de ordenado."
No mesmo período, Diogo de Campos Moreno complementa essas informações:
"Forte de Santo António da Barra com um canhão de bronze de 38 quintais jogando 10 libras de bolas; dois sacres ou meia espera de bronze de dezoito quintais jogando 10 libras de bola; um falcão de dedo de seis quintais. O capitão tinha de ordenado 60 mil réis anuais; o tenente ou cabo de esquadra, 38 mil réis; e dez mosqueteiros, a 33 mil réis cada um. O condestável de artilharia percebia 38.400 por ano. Um ajudante, a 19.200 [réis]."

As invasões holandesas

No contexto das Invasões holandesas do Brasil foi ocupado pelos neerlandeses na ofensiva de 1624 sem oferecer resistência, no dia 9 de maio. Foi reconquistado por tropas luso-castelhanas no ano seguinte, que nele concentraram o foco do contra-ataque, até à chegada da esquadra de D. Fadrique de Toledo Osório. Desse modo, foi ao abrigo do fogo da artilharia do Forte da Barra, que quatro mil homens desembarcaram para a retomada de Salvador, de onde expulsaram os invasores a 30 de abril.
Em 1626, um arquiteto francês projetou-lhe a forma de um polígono hexagonal, com dez metros de lado (SOUZA, 1983:171), o que se acredita não tenha se materializado, uma vez que se encontra figurado por João Teixeira Albernaz, o velho (Baía de Todos os Santos,1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), ainda como um polígono octogonal, mas artilhado com apenas três peças pelo lado do mar. O acesso, pelo lado de terra, alcançava as dependências de serviço, no terrapleno, flanqueadas por dois baluartes circulares.

O farol da Barra

Após o naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia da frota da Companhia Geral do Comércio do Brasil, num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, o forte foi reedificado a partir de 1696, durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702), quando recebeu um farol - um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia -, o primeiro do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.

O capitão Santo Antônio de Lisboa

Em 1705 o Senado da Câmara de Salvador solicitou ao Governador-geral D. Rodrigo da Costa (1702-1705), que Santo Antônio de Lisboa sentasse praça nesta fortificação, no posto de Capitão (BARRETTO, 1958:170-171). A proposta foi aceite, tendo o Governador-geral expedito ordem, a 16 de Julho do mesmo ano, ao Provedor-mor da Fazenda Real do Estado do Brasil, para que o santo assentasse praça no posto de Capitão-intertenido, com o soldo sendo pago ao síndico do Convento de São Francisco, o que foi aprovado pela Coroa por Alvará de 7 de Abril de 1707. Posteriormente, pelos Decretos de 13 de Setembro de 1810 e de 25 de Novembro de 1814, o soberano promoveu o santo aos postos de Major e de Tenente-coronel, respectivamente.

O século XVIII

Forte de Santo Antônio da Barra: perfil e planta por José António Caldas (1759).
O forte apresentava ruína em 1752 e sofreu reformas em 1756 (SOUZA, 1983:171). BARRETTO (1958) dá-o como guarnecido por um Capitão comandante, um Sargento artilheiro, dois Tambores e oito Soldados artilheiros, artilhado com oito peças de bronze (duas de calibre 24, quatro de 16 e duas de 12) e dezessete de ferro (oito de calibre 36 e nove de 8) (op. cit., p. 170), acredita-se que para esse meado do século XVIII. A iconografia de José António Caldas ("Planta e fachada do forte de S. Antonio da Barra". in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), exibe a planta atual, de autoria do Engenheiro João Coutinho, atribuída ao ano de1772, quando recebeu o formato de um polígono decagonal irregular, com seis ângulos salientes e quatro reentrantes, com parapeitos à barbeta. O terrapleno, acessado por um túnel em rampa que termina em escadaria, abriga edificações de um pavimento compreendendo as dependências de serviço (Casa de Comando,Quartel da Tropa, Cozinha, Casa da Palamenta, e outras), e cisterna abobadada. Nele estava situada ainda a torre do farol, de seção cilindrica. A construção é em alvenaria de pedra gnaisse, extraída do próprio local, e a portada é em cantaria de arenito.
Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de 9. Forte de S. A. da Barra (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa), ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos.

O século XIX

Em 1809 contava com dezesseis peças, de calibres de 48 a 24 (SOUZA, 1885:92). Acredita-se que o autor tenha se baseado no "Parecer sobre a fortificação da Capital", do Brigadeiro José Gonçalves Leão, presidente da Junta encarregada pelo Governador da Bahia, em 1809, de propor as obras necessárias para a defesa da península e do recôncavo (in: ACCIOLI. Memórias Históricas da Bahia. Vol. VI. p. 179 e segs). Planta da época, assinala que o forte não dispunha de fosso e nem de ponte levadiça. A Casa de Comando, alteração do século XIX, apresenta janelas com lenço de pedra sob as guarnições.
Durante a Guerra da Independência (1822-1823) esteve em mãos das forças portuguesas sob o comando do Coronel Inácio Luís Madeira de Melo (1775-1833), até à rendição em 1823 (GARRIDO, 1940:85).
À época do Período Regencial, o Decreto de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro (PRADO, Roberto Coutinho do (Cap. de Fragata). Faróis Brasileiros. Revista Correio Filatélico. a. 19, set./out. 1995, n° 156. p. 36-40).
Praia do Farol da Barra em Salvador, província da Bahia (fotografia de Victor Frond, 1858).
Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:
"28 de Outubro - (...) De tarde fui passear à Barra, (...). Numa ponta da terra que entra pelo mar e sobre o morro, todo verde de relva, contrastando com as pedras próximas, levanta-se o forte de Santo Antônio da Barra dentro do qual está um farol. A torre tem 76 degraus em espiral, e mais dois lanços, um de nove degraus e outro de oito até à base de apoio do aparelho ao qual se chega subindo mais seis degraus. O aparelho compõe-se de 21 espelhos parabólicos de metal branco, sete dos quais são cobertos por vidro vermelho. Dá uma volta em 5 minutos, e consome 34 canadas de azeite doce por mês. (...) A despesa com a limpeza do aparelho é por conta do Arsenal. (...) Não há água perto, e apanham a da chuva dentro de umas pipas que vi dentro do forte." (PEDRO II, 2003:165-166)
No contexto da Questão Christie (1862-1865), o "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província, em 3 de agosto de 1863, deu-o como inútil para a sua finalidade defensiva, utilizado como farol (ROHAN, 1896:51), citando:
"(...) É esta fortaleza o assento do farol, a favor de cujo serviço perdeu o seu destino próprio, e nem pode prestar simultâneamente com aquele, porque dos abalos e vibrações de artilharia devem resultar graves inconvenientes para as funções e mesmo existência do farol; mas quando o uso e as vantagens deste devessem ser propostas às que se podem tirar do Forte como recurso bélico, seria necessário o restabelecimento das obras de terrapleno, e as reparações reclamadas pelo abandono em que parece estar, apesar de ser habitada pelo pessoal do serviço do farol.
Em seu interior possui a fortaleza quatro casas, sendo duas abobadadas contíguas à entrada e duas no solo do terrapleno, que são alojamentos das pessoas acima aludidas e dependências do serviço do farol: estas casas precisam de algumas reparações." (op. cit., p. 56)
Novos reparos foram procedidos no forte em 1875, quando contava com nove peças em mau estado (SOUZA, 1885:92). Em 1888 um novo aparelho de luz foi encomendado na Europa para o Farol da Barra|Farol da Barra]], inaugurado em 20 de agosto de 1890.
Vista aérea do Forte de Santo Antônio da Barra

O século XX

Em 1903, novos reparos foram procedidos na estrutura do farol e nas casas dos faroleiros. Em 1906 o Ministério do Exército cedeu o edifício mais próximo ao Farol, no terrapleno, para servir de residência aos faroleiros, e em agosto do ano seguinte a Capitania dos Portos recebeu o montante necessário para consertos gerais e pintura externa e interna do farol e casa dos faroleiros, procedimentos repetidos em 1933, 1934 e 1935 (PRADO, 1995). De propriedade da União, o Forte de Santo Antônio da BarraForte Grande ou Fortaleza da Barra, foi tombado pelo entãoServiço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1938.
Administrado pela Marinha do Brasil, após uma inspeção realizada pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Justo Guedes, foram executadas, de junho de 1974 a 31 de março de 1975, obras de adaptação para a instalação da Seção do Museu Naval e Oceanográfico (Museu de Hidrografia, especializado em hidrografia e cartografia náutica) nas suas dependências. Novas obras para ampliação do Museu e restauro do forte e farol foram executadas em 1990, com o apoio da empresa AGA S/A e pessoal da guarnição do navio balizador Faroleiro Nascimento, da Marinha brasileira (PRADO, 1995), tendo sido homenageado com uma emissão filatélica da ECT da Série Faróis Brasileiros, emitido em 28 de setembro de 1995.
O forte integra o Projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com oExército Brasileiro. Voltou a sofrer intervenção de restauro no período de 1995-1998 com recursos oriundos da Fundação de Assuntos do Mar (ProMar) através de convênio firmado com o Ministério da Marinha, passando a abrigar o Museu Náutico da Bahia (10 de dezembro de 1998), que mantém em acervo peças de arqueologia submarina, réplicas de embarcações, equipamentos para navegação, cartas náuticas e outros documentos.

Curiosidades

  • Para os aficcionados da telecartofilia, a sua fachada e portão ilustam um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia em junho de 1998.
  • Figura com destaque na emissão filatélica da ECT comemorando os 450 anos de Salvador, emitida em 29 de março de 1999.
  • Alguns pesquisadores em arqueoastronomia sustentam que os naufrágios na entrada da barra de Salvador são atribuídos à latitude de 13° sul em que o Farol da Barra se encontra